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Prêmio
jornalístico “América Latina
e os
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”
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Personalidades da Cultura
vão julgar reportagens sobre os Objetivos
de Desenvolvimento do Milênio
Cidade do México – Personalidades
da cultura e da comunicação de toda
a América Latina farão parte do corpo
de jurados do Prêmio de Jornalismo 2007 “A
América Latina e os Objetivos de Desenvolvimento
do Milênio”, criado pelo Programa das
Nações Unidas para o Desenvolvimento
(PNUD) e a agência de notícias Inter
Press Service (IPS).
O júri será composto pelo
escritor mexicano Carlos Monsiváis, o autor
cubano Leonardo Padura, a presidente da Fundación
para la Libertad de Prensa da Colombia, María
Teresa Ronderos, o diretor-geral da IPS, Mario Lubetkin
e a diretora regional do PNUD para América
Latina e Caribe, Rebeca Grynspan.
“Não é demagogia
nem alarmismo. As circunstâncias do mundo e
de cada país obrigam a tomada de decisões
urgentes, e uma delas é a defesa da livre expressão
e do rigor crítico”, disse o escritor
Carlos Monsiváis ao aceitar ser membro da comissão
julgadora. Promover o jornalismo analítico
é defender o processo civilizatório,
afirmou Monsiváis, autor de “Dias de
Guardar” e “Ares de família”,
entro outras obras premiadas. Ele lembrou também
que o anúncio da comissão julgadora
coincidiu com o “Dia Mundial da Liberdade de
Imprensa”.
Através deste prêmio se
pretende promover uma maior atenção
dos profissionais de imprensa e dos meios de comunicação
sobre os grandes problemas asociados aos Objetivos
de Desenvolvimento do Milênio. Principalmente
sobre como resolver a pobreza, a fome, a educação,
a mortalidade materna, a diferentas de gênero,
o combate à Aids e a degradação
ambiental.
Os oito objetivos forma adotados por
chepes de Estados de 189 países em 2000 durante
a Cúpula do Milenio das Nações
Unidas e pretendem erradicar a pobreza do planeta.
Este ano se chega ao meio do caminho proposto para
as metas, que deverão ser plenamente atingidas
até 2015.
Para atingir os ODM é necessário
que os meios de comunicação façam
sua parte, divulgando e cobrando o cumprimento das
metas. “Ganhar em transparência e em informação
para que o público possa cobrar de seus governos
o cumprimento dos compromissoas assumidos”,
disse Rebeca Grynspan, diretora regional do PNUD.
O concursos premiará reportagens
publicadas em portugués, espanhol, inglês
e francês em meios impressos da América
Latina e Caribe de outubro de 2006 a 30 de junho de
2007.
Os três primeiros lugares receberão
prêmios de US$ 5 mil, US$ 2,5 mil e US$ 1 mil,
respectivamente, e as cinco melhores reportagens serão
incluídas em um livro que será publicado
depois do evento. O júri deverá anunciar
os vencedores antes de 1º de outubro de 2007
em local e data a serem escolhidos.
“O concurso jornalístico pretende ser
um convite, uma provocação, para os
jornalistas de toda a região; uma aposta em
motivar para pesquisar, compreender e escrever temas
relacionados com as Metas do Milênio, e a colocar
o tema na agenda dos profissionais de comunicação
e da mídia”, afirmou, por sua vez, o
diretor-geral da IPS, Mario Lubetkin.
“Mais do que em notas com dados burocráticos
ou porcentagens de melhoria em um ou outro capítulo
dos Objetivos, pensamos em boas reportagens e informes
que ajudem o público a compreender a gravidade
dos problemas que temos diante de nós e a importância
de se esforçar para superá-los”,
acrescentou.
“Os meios de comunicação e os
jornalistas poderão prestar um serviço
não apenas divulgando os Objetivos de Desenvolvimento
do Milênio, mas avaliando seus cumprimentos
em cada país. É uma maneira de promover
o controle social dos recursos públicos para
que estes sejam usados para melhorar as condições
de vida dos mais pobres” disse María
Teresa Ronderos, renomada jornalista colombiana, ex
editora da revista Semana em seu país.
Leonardo Padura, escritor cubano vencedor
do prêmio Hammett 1998 , destacou que os ODM
representam o mais complicado compromisso assumido
pela espécie humana em toda a sua história
sobre o que fazer com este planeta em que habitamos
e desgraçadamente deterioramos. “Se como
indivíduo posso fazer alguma coisa para difundir
a idéia de que ao lutar pelos Objetivos de
Desenvolvimento do Milênio estamos lutando por
nós mesmos e pelos que virão depois.
Creio que devo fazer isso com a mesma responsabilidade
com que gostaria que cada cidadão da Terra
o fizesse”, disse Padura.